Sobre os encontros das duas regiões do Dão e do douro o jornalista David lopes ramos escreveu:
Dão e Douro, em Lisboa – Assembleia da República, 8 de Julho ‘09
Nós, portugueses, gostamos do vinho associado à comida. Não somos de beber vinhos fora das refeições. Somos do Sul, os da dieta mediterrânica, no nosso caso com um enriquecedor tempero atlântico, 0 vinho e um elemento essencial da nossa civilização e da nossa cultura gastronómica.
As nossas mesas, sejam elas mais requintadas e festivas, sejam a de uma merenda em tarde soalheira ou de um simples petisco de fim de jornada, são sempre embelezadas pelo requinte de uma garrafa de vinho. Uma e com quem diz, embora a moderação, no caso do vinho, ande de mãos dadas com 0 prazer que ele nos proporciona.
Um celebre escritor francês, Paul Claudel, escreveu um dia que "um grande vinho não e obra de um homem, mas 0 resultado de uma continua e requintada tradição. Há mais de mil anos de historia numa velha garrafa. a vinho e um mestre do gosto e, formando-nos na disciplina da meditação, e um libertador do espírito e um libertador da inteligência". Isto tudo numa garrafa de vinho? E verdade, desde que não bebamos distraídos nem sozinhos.
Embora possa não parecer, tenho estado a falar do "Dão e Douro". Não sei se sabem, eu sei pois estive lá, que tudo começouem 1999, na Quinta da Boavista (produtor do Terras de Tavares). Foi um bom começo, com gente do vinho do Dão e do Douro a mostrar e a dar a provar os seus vinhos de 1998 e a garantir que eram a qualidade e a inovaçãosensata que estavam no seu horizonte.
as anos subsequentes confirmaram que os do Douro e Dão são dos que cumprem as promess